segunda-feira, 25 de junho de 2012

Enfim o amor voltou
















E o amor enfim voltou
Como a névoa que embaraça a vista
Como a fumaça que provém do fogo
Ele apenas veio

E o amor voltou, enfim
As borboletas voaram
As andorinhas cantaram
A poesia brotou de onde não tinha nem capim

A poesia não é descartável, porém
Mas é fina e clara
Há os que olham e não vêem
Há os que vêem com desdém

Há quem se planeja com ela
Há quem não saiba que tem
Há quem saiba e não ligue
Há os que ligam também

domingo, 17 de junho de 2012

Só em pensar em ficar sem você



















é como se tirassem as palavras de um livro
o sorriso de um palhaço
a tinta de um pintor

é como se tirassem as rimas de um poeta
os sonhos de um artista
o perdão dos que tem rancor

é como se tirassem das coisas mais belas, a flor
o azul do céu
a luz, a vida, o calor

é como se tirassem meu pedaço mais belo
minha artéria mais pulsante
minha vida, meu amor

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Devagar

Devagar
Esquece o tempo que corre
Esquece o que falta
O pior já passou

Devagar
A viagem era longa
Mas o pior ficou atrás
Já andou

Devagar
Que o santo é de barro
O caminho é de pedra
E o sapato apertou

Devagar, meu irmão
Eu te ajudo a subir
Você não vai mais cair
Eu te digo por onde ir