segunda-feira, 21 de março de 2011

O que eu (não) sou

Eu sou uma máquina de matar amores
Mentiria se dissesse que ninguém no mundo me amou
Mas o amor que muitos me tiveram
Com o tempo, em mágoa se tornou

Eu sou o fracasso em forma de gente
De tudo tive e tudo perdi de repente
Eu sou o sucesso de outrora
Em bar de subúrbio, a tocar na vitrola

Eu sou o sonho que ninguém sonhou
A vitória que ninguém alcançou
Eu sou a metade
Que ninguém encontrou

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tudo que derrete

Sou sua entre taças, bocas e farpas
Sou sua em pelo, nuca e beijo
Sou sua entre trovões e desespero
Sou sua em canções, em versos e medos
Sou sua em presídios
Em paixões
De gelo