sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Chove em Recife



Chove em Recife
E os pingos escorrendo pela janela parecem lágrimas ao meu olhar
Hoje, a noite me pareceu mais escura do que as outras
Há uma queda d'água entre teu corpo e o meu
Chove em Recife
E a rua da Aurora já está toda alagada
Chove nessa cidade
E daquele ardor, já não sobra nada.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Quando ela ri


Quando ela ri
Eu não sei se é pra mim
Eu não sei se eu fiz alguma coisa
Que a fez agir assim

Quando ela ri
Eu não sei se é verdade
Ou se ela ri pra todo mundo
Como ela ri pra mim

Quando ela ri, eu não sei
Se eu quero que ela suma ou se a quero pra mim
Quando ela ri eu não sei se eu sou eu
Ou se alguma coisa se apossou de mim

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma cama para três

Ele queria uma cama para três
Assim seria mais feliz
Duas pessoas é muito pouco
Quando se quer conquistar o mundo

Ele queria uma cama para três
Nela falariam todas as línguas
Amariam em sueco
Indo ao auge em francês

Ele queria uma cama para três
Teria amor pra todo mundo
Falaria um a um
De cada vez

Ele queria uma cama
Que desse várias pessoas
Que coubesse Recife inteiro
E uma parte de Alagoas

Ele queria, na verdade
Um amor sem moralidade
Não iria ter saudade
Porque na realidade, seriam um só

Ele queria uma bandeja
Com três xícaras
Um pouquinho de café
E açúcar na medida

Ele colocará um anúncio no jornal
Vai dizer que será um caso sem igual
Um dia ele consegue
Ele já sabe que não é normal